A força dos animais está no corpo. Porém, os corpos dependem da mente para bem viver e para utilizar estratégias de sobrevivência, se for o caso. Porque um corpo forte comandado por uma mente doentia tende a adoecer. Ódios e mágoas corroem e envenenam; a alegria e a solidariedade geram energias positivas.
Falo de animais, de todos os animais. Observo as aves, as minhocas, os répteis, as pulgas, as baleias, … e admiro a sabedoria com que se adaptam às condições ambientais e às mudanças internas e externas. Admiro e aprendo com todos os seres vivos, animais e plantas. Aprendo humildade e responsabilidade para com a Vida. Isso inclui evitar comportamentos tóxicos, nocivos para minhas saúdes (espírito, mente e corpo), para as amizades, para a comunidade, para o nicho ecológico, … enfim, nocivos para ‘meu mundo’.
Permiti que amigos usassem uma garnisé para chocar ‘ovos especiais, caríssimos’. Logo que os pintinhos nasceram, os ‘amigos’ levaram os ‘bens’ de valor, bens de alto preço, ‘preciosidades’… para eles…
A choca ficou desolada, entrou em depressão. Aquela garnisé branca foi a mais sensível da pequena família de galináceos. Quando os cães atacavam, ela entrava na nossa casa (e não na casa dela…) e subia as escadas para cozinha, se escondendo atrás dos vasos de flores, porque confiava em ‘humanos’, na nossa aparente lealdade. Lealdade que falhou quando esquecemos de praticar empatia, de nos colocar no lugar dela. Ela morreu de tristeza: afastada dos filhos, perdeu o apetite, a alegria cantante, a vontade de viver.
Falta ou excesso de amor, a soberba e a ilusão de controle sobre nós e, principalmente, sobre os outros, corroem nossas saúdes: saúde social, saúde psicológica, saúde mental, saúde emocional e … saúde física.
Eu procuro escutar meu corpo, que diz do que necessita e informa quando erro. Nós dois – eu (minha mente) e meu corpo – dialogamos, aprendemos com as experiências e planejamos atividades de manutenção e de melhorias, dentro do que consideramos possível.
Se quisermos o impossível, as ilusões poderão nos arrastar para os abismos da prepotência e da vaidade. Se eu e meu corpo estivermos em desarmonia, nós dois sofreremos e sepultaremos preciosos momentos de vida num passado lamentável.