Márcia e Rodrigo, Rodrigo e Márcia,
Todos nós tivemos um passado.
No senso comum, talvez pareça um passado idêntico para cada um; como se fosse experiência universal, igual para todos, feito das mesmas vivências, no mesmo lugar e na mesma época, do mesmo tamanho e com a mesma duração.
Falamos no ‘passado’ como falamos de um chinelo ou de um prato, idênticos a muitos chinelos e a muitos pratos, uniformes, sem a mais insignificante diferença. “Ah! No passado … Meu passado … Teu passado … Nosso passado … …”
Nos iludimos que ‘de fato foi assim que aconteceu’ e basta falar “o passado” e todas as pessoas lembram de um ‘filme’ imaginário e inexistente … porque o passado não existe mais. Já existiu … no passado.
Maior loucura ainda é reviver o passado, viver do passado ou viver no passado. Quem vive o que não existe vive o nada. Ou não vive. Não vive realidade atual. E perde oportunidade de viver o que virá: o porvir e o por vir.
Por isso, individualmente, em duplas ou em equipe, devemos construir ‘passados’ a cada instante, devemos viver o momento presente, eventos e acontecimentos que comporão nosso passado construído conscientemente, por cada pessoa, por cada casal, por cada comunidade (grupo de pessoas com objetivos em comum).
Evitem ressuscitar o passado individual, evitem repetir os mesmos passos, querer viver as vidas já vividas: inventem e construam o caminho de vocês. Evitem modelos ‘de sucesso’ ou ‘receitas prontas’. Arrisquem, vivam a ousadia de desprezar paradigmas. A ‘glória’ é peso inútil. Acertar” ou “errar” são apenas passos, diferentes formas de aprender.
Estabeleçam metas, trabalhem com o mesmo objetivo, abram caminhos por onde andar, juntos ou separados. Se for o melhor para os dois, continuem ‘casados’. Se for desagradável ou prejudicial para um de vocês, permitam que o outro e cada um viva sua individualidade.