A propaganda nada faz; ela é feita.
Ela é feita para difundir o que alguns seres humanos
julgam ser importante para os outros;
para que os outros pensem e ajam de acordo com o propalado.
Muitas vezes, que os outros façam aquilo que eles mesmos não fazem.
Podem ser propagadas ideias, teorias, práticas, comportamentos, exemplos, …
No entanto, mais importante do que identificar o que é propagado
é saber a intenção de quem propaga.
Ideias podem ser verdades, mentiras, meias-verdades ou meias-mentiras.
As mentiras absolutas são vulneráveis ao discernimento.
Mas, como identificar a parte que é verdade e a parte que é mentira?
Infelizmente, a propaganda tem sido instrumento de enganação,
de impor meias-verdades com o objetivo de tirar proveito
da ingenuidade popular, da boa-fé das pessoas.
Tirar vantagens sociais, econômicas ou políticas.
E, tem pressa, pois precisa chegar antes que o espírito desperte
e analise com criticidade as falsas bondades.
A propagação de princípios éticos
independe de urgência e foge de absolutismos;
ela se fortalece na diversidade de pensamentos.
Nos meios de comunicação, em geral,
a propaganda tem a função de enganar,
de criar necessidades inúteis,
de explorar os incautos.
A propaganda ‘profissionalizada’ se alimenta de mentes ingênuas;
porém, enfrenta resistências nas mentes críticas.
Por isso, os profissionais das agências de propaganda,
principalmente da propaganda política,
precisam manter o povo na ignorância,
precisam garantir um rebanho de ingênuos.
Simultaneamente, campo para semear ilusões
e vetor para propagação de ‘epidemias ideológicas’.
Assim, os falsos líderes e os ídolos ocos
são plantados e cultivados em massas acéfalas.
A população domesticada passa a executar,
fielmente, as ideias desses charlatões.
Executa inconscientemente, hipnotizada,
incapaz de pensar criticamente,
de tomar decisões, de fazer escolhas.
Como as pessoas não pensam por si mesmas,
são pensadas pelos outros.
20:06h – 09.03.2011