MULHER

Dia 8 de março foi escolhido como o dia em que refletimos sobre a importância da mulher em todos os dias do ano.

Instintivamente, a mulher é vista com olhos de desejo. Talvez, falte o desejo de olhar a mulher integralmente, dotada de capacidades e de sentimentos que podem ser compartilhados; alguém com quem me completo, alguém que comigo se completa. Não é por acaso que as pessoas casam.

Mais que emancipação, a mulher busca participação, participação na vida. A mulher busca o direito de viver plenamente; não a vida dos outros, mas a vida com os outros. Busca o direito de rir com vontade e de chorar sem motivo. O direito à alegria, à dor, à segurança, à liberdade. E, principalmente, o direito ao espaço para se movimentar e para crescer.

Respeitar a mulher é acreditar sinceramente na sua capacidade de crescer. Crescer, não como um ser menor que precisa crescer, mas, como um ser que já é grande e cresce mais para que a Humanidade toda cresça.

Centro de Formação do Banco do Brasil, Bairro Estreito, Florianópolis SC, em 07.03.1997

DE CORAÇÃO OU DE MENTE?

As pessoas (personagens do teatro da vida) acreditam (ou só repetem ingenuamente) que sentem com o coração. Que o coração é a sede dos sentimentos humanos. De fato, sem o coração, não sentiremos mais nada; quem “perder a barriga”, também. Leio e escrevo com o coração: quando ‘perder’ o coração, não mais lerei ou escreverei. Difícil alguém perder o coração, mas ele pode parar de bombear meu sangue e estarei morto.

Por que não dizemos ‘agradeço de pâncreas’ ou ‘agradeço de cotovelo’, ao invés de dizer “agradeço de coração”?

Se eu escrever que o sistema límbico do cérebro processa nossas emoções e nossos sentimentos, muitos leitores dirão que sou um insensível.